sábado, 27 de junho de 2015

A FERA DA PENHA

A FERA DA PENHA
                 
Neide Maria Lopes, 22 anos, conheceu Antônio Couto Araújo na estação de trem  em 1959 e iniciaram um relacionamento amoroso.
Algum tempo depois, Antônio confessa que é casado e rompe o relacionamento.
Para se vingar de Antônio, Neide se aproxima de sua esposa, Nilza, e da filha do casal Tânia, de 4 anos.
Após ganhar a confiança de Nilza, Neide resolveu agir e traçou seu plano diabólico.
Na tarde de 30 de junho de 1960, Neide se dirigiu a escola onde Tânia estudava, pegou a inocente criança, perambulou com  ela, levando-a ao parque e  dando -lhe sorvetes.
Ao cair da noite leva Tânia para um galpão desativado de um Matadouro no bairro da Penha  no Rio de Janeiro, atira na criança e incendeia seu corpo.
Durante as investigações, Antônio confessa a polícia que manteve um relacionamento extraconjugal com Neide durante seis meses, o que leva a polícia a detê-la para averiguações.
Pressionada, Neide confessa o crime.
A Fera da Penha, como ficou conhecida, foi condenada a 33 anos de prisão.Após 15 anos, a Fera foi solta em 1975. Está viva e livre até hoje.
Os pais de Tânia continuaram juntos ( santa mulher que conseguiu perdoar esse homem) e tiveram mais três filhos.
Que pessoa ruim é essa que desconta todas as suas frustrações em uma inocente e indefesa criança?
É indigna de ser chamada de pessoa. Fera é muito pouco para ela.
Deve estar viva até hoje para pagar todo o mal que fez.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Crime ou acidente?

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No dia 24 de janeiro de 2015, na BR-070, em Goiás, um trágico acidente matou um pai e seus  quatro filhos.
O que a princípio seria mais um terrível acidente de trânsito tem sido encarado pela polícia como um crime. 
Uma carta deixada por Marco Aurélio Almeida Santos, 48 anos, depois de buscar os quatro filhos - três meninos e uma menina - na casa da família da ex-mulher, tem colaborado para o registro do caso como sendo quatro homicídios e um suicídio. 
De acordo com as investigações, há indícios de que não se trata de um acidente, já que  Marco Aurélio deixou uma carta em um tom de despedida.
Segundo a polícia, o motorista do automóvel se separou há pouco tempo da mãe das crianças. 
Na carta, de quatro páginas, Marco Aurélio afirmou que ela não veria mais as crianças. 
"Samara, espero que quando você estiver lendo essa carta eu e os meus filhos já estejamos bem longe. Hoje é um grande dia, para mim e meus filhos. Estaremos buscando um lugar de paz onde não exista humilhação e covardia". 
O acidente aconteceu minutos depois de a família sair de casa. O carro em que os cinco estavam colidiu frontalmente contra uma carreta. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, Marco tentou fazer uma ultrapassagem, mas acabou batendo no veículo de carga. O carro ficou destruído. Todos os ocupantes do veículo morreram no local.
 Na última frase da carta entregue à ex-mulher, ele se despede. "Hoje 24-01-2015 será o último dia que você verá seus filhos e seu marido. Pode ficar com a casa em Vicente Pires e retornar a sua vida, mas com meus filhos você não viverá essa pouca vergonha."
É muito difícil acreditar que um pai, por vingança, tire a vida de seus próprios filhos. 
Que na ânsia de destruir a mulher quem o feriu, condene quatro inocentes a morte.
Que mundo é esse em que vivemos? 
Será que as pessoas nunca vão aprender a lidar com suas dores de uma maneira saudável?
Tem que ser muito egoísta e cruel para tirar a própria vida e a dos filhos para "punir" quem lhe magoou.

sábado, 20 de junho de 2015

O caso Lou



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Os crimes cometidos pelo engenheiro Wanderley Gonçalves Quintão e a estudante Maria de Lourdes Leite de Oliveira ficou conhecido como o Caso Van-Lou .
Em 20 de de novembro e 3 de dezembro de 1974, no Rio de Janeiro, o casal matou dois ex namorados de Maria de Lourdes.
Van e Lou pretendiam se casar, mas Wanderley estava atormentado com a "vida pregressa" de Lourdes, que incluía os ex-namorados Vantuil de Matos Lima e Almir da Silva Rodrigues.
 Em 1979, após longa investigação, o casal foi acusado pela morte dos dois homens. 
Os crimes aconteceram devido a um pacto  entre ela e Wanderley: antes de se casar, todos os  ex-amantes deveriam ser eliminados. 
Durante as investigações, Lou entregou à polícia um revólver que pertencia ao seu pai, um coronel do exército, que ela teria emprestado a Wanderley. 
O exame de balística confirmou que o revólver havia sido a arma dos crimes. 
Em 1979 o casal foi julgado, num julgamento que durou quatro dias. 
Lou foi condenada a 20 anos de prisão pelos dois crimes. 
Wanderley foi condenado a 18 anos, apenas pela morte de Wantuil. 
Ambos conseguiram liberdade condicional em 1982.
O grande "amor" sobreviveu ao julgamento? Estão juntos? 
Por uma crueldade e uma louca tentativa de apagar um passado em nome do amor, mataram dois jovens inocentes, de maneira covarde e traiçoeira.
Estão livres hoje, não pagaram pelos crimes que cometeram, mas não ficaram juntos.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

A justiça tarda, mas não falha

ReproduçãoReprodução
No dia 7 de novembro de 1970, Eduardo Gallo, procurador de justiça, suspeitando que sua mulher, a professora  Margot Proença, 37 anos, o estava traindo, marcou um encontro na residência do casal,  em Campinas ,convencendo-a a ficar a sós com ele para decidirem sobre a separação. 
Eram 16 horas quando ambos iniciaram uma discussão no interior do quarto do casal.
Sentindo-se traído e ultrajado,  o procurador desferiu onze facadas na esposa, matando-a na hora. 
Em seguida, deixou a residência dirigindo seu carro e levando a arma do crime. 
Ficou onze dias foragido e depois se apresentou à Polícia. Não foi preso.
No julgamento, foi absolvido.
Em 1989 Eduardo se suicidou.
O casal tinha dois filhos pequenos. A menina é hoje a atriz Maitê Proença.
Amor? Ciúmes?Posse? O que dá ao parceiro o direito de tirar a vida do outro por julgar ter sido traído?
Eduardo não foi punido pela justiça, mas parece que ele mesmo se puniu. Talvez não tenha conseguido conviver com a atrocidade do ato que cometeu por mais tempo do que já havia convivido.

sábado, 13 de junho de 2015

Amor de mãe?

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A professora Lia Gomes, 26 anos, foi sequestrada na manhã de 1 de agosto de 2006 por dois homens em um Kadett , quando ia para o trabalho em Vilar dos Teles, no Rio de Janeiro e assassinada em uma estrada do bairro em Queimados.
Momentos antes do crime, Emerson Reinaldo Viana, 32 anos, sargento da marinha e ex marido da vitima, havia ligado para o celular da professora. Mas, segundo contou à polícia, foi só para fazer uma declaração de amor, já que estavam reatando o relacionamento.
Durante todo o tempo em que esteve no enterro da ex-mulher, Emerson Viana foi vigiado por policiais. Chorou muito sobre o caixão e colocou um buquê de flores, antes de se despedir da professora e confessar seu amor pela última vez.
Os policiais se infiltraram entre as 200 pessoas que compareceram a cerimônia e o prenderam ao final do enterro.
Em mais de cinco horas de depoimento, Emerson negou ter executado ou encomendado o crime. Emerson foi levado sob escolta militar para a Base da Marinha para ser detido.
No dia seguinte a mãe de Emerson, Solange Reinaldo Viana, foi a delegacia e confessou ter encomendado a morte da nora, juntamente com uma ex namorada do filho que contratou o matador por R$1.000,00.
A mãe alegou que a ex nora fazia o filho infeliz e que confessou porque o filho tinha sido acusado do crime.
Solange Reinaldo Viana, 62 anos, foi julgada e absolvida, mas o resultado foi anulado porque o advogado de defesa de Solange não poderia ter participado do julgamento. Um novo julgamento será marcado.
Dá para entender que uma mãe queira o melhor para os filhos, que queira que ele seja feliz, mas como entender que uma mãe tire a vida de uma mulher que ela não julgue ser a ideal para o filho?
Quem deu a ela o poder de decidir sobre a vida e as escolhas do filho?
Mais uma vez a mesma pergunta: Isso é amor?
Mais uma vez a mesma resposta: Não
Isso é egoísmo, é autoritarismo, é ser controladora, ditadora, achar que suas opiniões prevalecem a de qualquer outro ser.
Quem ama quer que o outro seja feliz, principalmente, se esse outro é nosso filho.
Podemos aconselhar, conversar, apoiar, mas não podemos viver a vida e as dores dos filhos.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Amor ou Vingança?


                         
Em 4 dezembro de 2008, Humberto Campos de Magalhães, de 43 anos recebeu um telefonema do celular de seu filho caçula, de 17 anos, onde alguém dizia que o menino teria sofrido uma convulsão e forneceram o endereço onde ele poderia ser encontrado.
Desesperado, o pai sai a procura do filho, bate no endereço fornecido e não encontra o filho. Ao entrar no carro, um homem desce de uma moto e efetua dois disparos contra Humberto.
Humberto era alto executivo da Friboi, separado há quase um ano, dois filhos, vivia há cinco meses com uma nova companheira.
Inicialmente, as suspeitas recaíram sobre o filho caçula, já que a ligação havia partido do celular dele e ele não sabia explicar o destino do celular, além de não ter tido nenhum problema de saúde.No decorrer da investigação, chegou-se a Kairon Vaufer Alves, que estava de posse do celular utilizado para a emboscada.
Coincidentemente, Kairon é meio irmão de Giselma Carmem Campos Magalhães, ex mulher de Humberto. O irmão confessou o crime, mas acusou a irmã de ser a mandante.
Durante as investigações, descobriu- se que Humberto era mulherengo e Giselma muito ciumenta e possessiva.
É certo que Giselma casou - se com Humberto quando ele era pobre, que ela trabalhou muito para que ele pudesse estudar e crescer profissionalmente e que ele, apesar de dar a família todo o conforto material, a traía constantemente com mulheres mais jovens e bonitas.
Todas nós, mulheres, podemos entender o que é construir sonhos e planos com um homem, formar uma família e sentir a dor de ser trocada por garotas mais jovens. Mas isso justifica tirar a vida do outro?
Será que esse outro já não nos fez sofrer bastante ?Precisamos sofrer mais ainda ao carregarmos o fardo de uma morte? Em que a morte do outro alivia a nossa dor?
Será esse o caminho para a cura da dor ou para o sofrimento eterno?
A atitude de Giselma foi por amor? Claro que não. Foi por vingança e ódio, que são sentimentos bem próximos ao amor.
Em uma tacada só, Giselma conseguiu trazer sofrimentos eternos para ela, para os filhos, o irmão, os parentes do Humberto e ceifar a vida de um ser humano.
É claro que esse sentimento não pode ser chamado de amor.
Giselma foi condenada a 22 anos de prisão.
É tempo suficiente para se redimir de todo mal que causou?

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Déspota, Assassino e Cruel. Isso foi uma pessoa?


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O empresário Elk Alves da Silva, de 66 anos, e os três filhos foram encontrados mortos, a tiros, na noite de 18 se agosto de 2006 no apartamento onde moravam em Alphaville, condomínio fechado de alto padrão na Grande São Paulo.
A perícia concluiu que o pai cometeu suicídio depois de ter matado a tiros os três filhos: Elk Júnior, de 15 anos, Karoline, de 16 e Derek, de 5.
Elk estava separado da mãe das crianças, a costureira Maria de Fátima Diogo, de 41 anos, há oito meses e tinha ficado com a guarda das crianças por ter mais condições financeiras para criar os filhos.
No apartamento foi encontrada uma carta escrita por Elk que começa com a frase: "O desespero mudou minha vida", dizia que a mulher ficaria com o dinheiro, mas ele acabaria com a família e terminava dizendo: "Perdoem-me, mas preferi assim".
Segundo o delegado, Elk dopou os filhos antes de atirar neles. Todos foram baleados na cabeça.
No dia seguinte ao enterro, a mãe deu a seguinte entrevista:
Veja São Paulo – Por que você pediu uma oração ao homem que matou os seus filhos?
Maria de Fátima – Eu amava esse homem. Se eu tivesse amado menos, teria tirado as crianças dele. A verdade é que eu nunca tive amor-próprio. Se eu gostasse de mim não teria permitido que ele fizesse tudo o que fez comigo.
Veja São Paulo – Ele batia em você?
Maria de Fátima – A gente brigava muito. Houve ocasiões em que ele me bateu na cabeça, dizendo que assim não deixaria marcas. Mas as agressões eram mais psicológicas do que físicas. Ele falava que eu parecia um colchão amarrado no meio, que minha pele era manchada e que eu não tinha educação. Costumava dizer que, se eu arrumasse um homem, daria um dote para a pessoa.
Veja São Paulo – O que provocava as brigas?
Maria de Fátima – Tudo. Às vezes eram motivos banais. Ele andava deprimido e descontava na família.
Veja São Paulo – Mas mesmo em meio a tantos desentendimentos vocês tiveram mais um filho...
Maria de Fátima – Sim. A gente se separava e voltava. Nunca deixamos de conviver por causa das crianças. Quando contei que estava grávida do Dedé, ele falou que o filho não era dele e pediu que eu abortasse. Durante os nove meses de gravidez quem acariciou a minha barriga foi a Karoline. O Elk se recusava a tocar em mim.
Veja São Paulo – Nesse período de crise no casamento você namorou outras pessoas?
Maria de Fátima – Há três meses, depois que o Elk se esqueceu do meu aniversário e chegou em casa me pedindo dinheiro, eu resolvi dar um basta e insisti na separação. Aí comecei a me relacionar com um outro homem.
Veja São Paulo – O Elk foi um bom pai?
Maria de Fátima – Sim. Mas foi melhor para o Juninho do que para a Karol. Dava tudo o que ele queria, mas, se presenteava a menina, depois tomava o presente de volta. O Elk sempre tratou mal as mulheres. Quando brigava com a Karol, dizia que o destino dela estava traçado: ela viraria prostituta ou engravidaria de um homem qualquer.
Depois dessa entrevista, acho melhor me abster de qualquer comentário e guardar minhas opiniões para mim, afinal, essa mãe já está muito sofrida e vai continuar sofrendo pelo resto da sua vida pelas suas escolhas.