quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

De cinderela a presidiária



No dia 19 de maio de 2012, Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, um dos donos do grupo Yoki, foi assassinado  por sua esposa, Elize Araújo Kitano Matsunaga, 30 anos, que confessou tê-lo matado com um tiro na cabeça  e esquartejado  seu corpo.
Segundo depoimento da assassina, a motivação do crime foi a descoberta de uma relação extraconjugal do marido.
O casal chegou ao prédio onde morava, um triplex em São Paulo,  às 18h30  acompanhado da filha de um ano de idade, e da babá, que foi dispensada em seguida.
Por volta das 19h30min, Marcos desce até o térreo para buscar uma pizza, ele aparece nas imagens do prédio falando ao celular. Essa foi a última vez que foi visto vivo.
 No dia seguinte,  outra babá chega ao prédio. Elize desce por volta das 11h30min levando três mochilas e volta cerca de 12 horas depois, sem as mochilas.
Análises no apartamento mostraram que Marcos Kitano foi morto com um tiro na cabeça  e que seu corpo foi arrastado, dentro do apartamento, por 15 metros.
Segundo Elize, ela o esquartejou utilizando uma faca de 30cm no quarto da empregada,cerca de 12 horas depois do homicídio.
Durante o trajeto para abandonar o corpo, Elize foi parada pela Polícia Rodoviária Federal por estar com a documentação irregular. O corpo de Marcos se encontrava dentro das mochilas, que estavam no porta-malas do carro e não foram revistadas pelos agentes.
O corpo mutilado da vitima  foi encontrado dentro de sacos plásticos em Cotia, São Paulo.
 Elize era de uma família pobre de uma cidade do interior do Paraná, e foi criada pela mãe, empregada doméstica.
Aos 18 anos, se mudou para Curitiba, onde fez um curso técnico de enfermagem e passou a trabalhar em um hospital. Em seguida, se mudou para São Paulo, passou a trabalhar como prostituta, oferecendo seus serviços em um site de relaciomentos.
Marcos foi cliente de Elize,  enquanto  ainda era casado com sua primeira esposa. Se apaixonou por Elize, divorciou- se e casou com ela.
Em maio de 2012, Elize resolveu contratar um detetive particular por desconfiar que Marcos a estava traindo. Viajou para sua cidade natal  enquanto recebia as informações do detetive, que  fez imagens da traição do marido.Voltou no dia do crime.
Elize está presa, aguardando julgamento.
Essa é a típica história da Gata borralheira, mas que ao invés de virar cinderela, virou presidiária.
É difícil compreender que uma jovem bonita, que tinha uma vida difícil e passou a ter uma vida de princesa após o casamento, destrua a sua vida , a do marido, a da filha e a dos familiares de ambos, por um acesso de ciúmes.
Que amor é esse que passa por cima de tudos e todos ?
Não consigo entender isso como amor. Para mim, isso pode ter qualquer nome, menos amor.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Isabella Nardoni

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A  menina Isabella Nardoni, com cinco anos, foi encontrada ferida, no dia 29 de março de 2008, após ter sido jogada do sexto andar, no jardim do edifício London,em São Paulo, onde moravam seu pai, Alexandre Nardoni e sua madrasta, Ana Carolina Jatobá.
A menina chegou a ser socorrida, mas não resistiu e morreu a caminho do hospital.
O pai de Isabella afirmou em depoimento que o apartamento foi assaltado e a menina teria sido jogada por um dos bandidos.
Segundo seu depoimento, ele  deixou a mulher e os dois filhos do casal no carro e subiu para colocar Isabella, que dormia, na cama.
Desceu então,  para ajudar a carregar as outras duas crianças e, ao voltar ao apartamento, viu a tela de proteção cortada e a filha caída no gramado em frente ao prédio.
Entre o momento de colocar a filha na cama e a volta ao quarto teriam passado entre 5 e 10 minutos.
No decorrer da investigação, ficou provado que a tela  foi cortada  com uma tesoura da casa, que havia marcas de sangue no quarto da criança e no carro. Além de pegadas na cama, próxima a janela, compatíveis com o tamanho e o calçado do pai.
O casal foi a julgamento, sendo ambos condenados, o pai a 31 e a madrasta a 26 anos.
Essa é uma história muito triste, na qual uma criança inocente pagou com a vida pelo ciúme descontrolado de uma mulher e o desespero de um marido tentando proteger sua esposa.
Não estou aqui defendendo nem o pai nem a madrasta, até porque, esse crime não tem defesa, mas acredito que a madrasta, por ciúmes da mãe da menina, tivesse uma relação difícil com a criança , e a tenha agredido violentamente, levando o casal a acreditar que ela tivesse morrido.
O pai, na ânsia de proteger a família e, acreditando que a filha estivesse morta, tentou encobrir o crime da mulher.
Triste decisão a sua.
Com sua atitude, ele não protegeu a mulher, mas desprotegeu três filhos inocentes, além de causar um sofrimento eterno a mãe da Isabela e aos pais dos todos os envolvidos.
Com certeza, isso não é amor.





sábado, 26 de setembro de 2015

O caso Pimenta Neves

A jornalista Sandra Gomide, assassinada pelo ex-namorado, Pimenta Neves (Foto: Reprodução)Pimenta Neves chega ao Fórum de Ibiúna para prestar depoimento um mês após o crime (Foto: Caio Guatelli/Folha Imagem/Digital)
Em 20 de agosto de 2000 em um haras na cidade de Ibiúna,São Paulo, a jornalista Sandra Gomide,32 anos foi assassinada pelo ex-namorado e também jornalista, Antonio Marcos Pimenta Neves, de 63 anos, diretor de redação do jornal O Estado de S. Paulo.
No dia do assassinato, o dono do haras contou a polícia que Pimenta Neves passou o dia no local, indo embora a tardinha. Na estrada, reconheceu o carro de Sandra chegando ao local e voltou, foi até a ex-namorada e tentou uma conversa.
Os dois discutiram, Pimenta pegou Sandra pelo braço e tentou empurrá-la para o carro. Ela conseguiu se desvencilhar e correu, quando foi atingida por um tiro no meio das costas. Sandra caiu , o criminoso se aproximou e deu um segundo tiro no ouvido esquerdo da vítima.
Quinze dias antes do crime, Pimenta Neves invadiu o apartamento de Sandra, agrediu-a com dois tapas e a ameaçou de morte. A jornalista registrou boletim de ocorrência e o inquérito foi instaurado.
O julgamento só aconteceu em 2006 e a sentença judicial, 19 anos,só foi aplicada onze anos após o assassinato.
Saiu livre do Fórum, com direito a recorrer da sentença em liberdade.
No mesmo ano, o Tribunal confirmou a condenação e reduziu a pena para 18 anos e ordenou a sua prisão. Porém, um mês depois, um ministro do STJ manteve a liminar que mantinha Pimenta em liberdade.
Em 2008, ao julgar um recurso de anulação do julgamento, o STJ manteve a condenação e reduziu a pena para 14 anos.
Somente em 2011, o assassino foi preso. Ficou 2 anos preso e em 2013 passou para o semi aberto, por bom comportamento.
É essa a nossa justiça. 
Para ir para a cadeia ele é velho e doente. Para namorar e matar uma jovem 30 anos mais nova, não.
Durante  o julgamento ficou comprovado o comportamento possessivo do criminoso.
Ameaçou a vítima várias vezes, a prejudicou profissionalmente, usando de sua influência para impedir que ela arrumasse outro emprego, invadiu sua casa, tomou todos os presentes que havia dado e por fim, a matou.
Será que tudo isso é pouco para essa criatura apodrecer na prisão?
É essa a nossa JUSTIÇA.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A HONRA DO MACHO ALFA













No dia 30 de março de 1981, o cantor e compositor Lindomar Castilho, 42 anos, invadiu uma casa noturna paulistana no início da madrugada e matou a tiros Eliane de Grammont, 26 anos, mãe de sua filha, com quem foi casado por cerca de dois anos e de quem estava judicialmente separado desde junho do ano anterior.
 Segundo Lindomar Castilho, Eliane tinha um caso com um primo do cantor, que também saiu ferido do episódio.

Após os tiros, o cantor entrou em luta corporal com Carlos Landall, primo que o artista trouxera de Goiás e com quem compusera várias músicas. Randall foi baleado no estômago. 
Também ferido, Lindomar foi dominado e amarrado com cordas e autuado em flagrante.
Em seu depoimento, o criminoso argumentou motivo passional, alegando legítima defesa da honra, devido ao envolvimento da ex-mulher com seu primo.
Condenado, ficou somente sete anos preso.
Sete anos é o que vale a vida de uma mulher livre, cujo ex macho alfa tem o direito de se sentir traído, mesmo separado, e de tirar a vida de uma jovem mãe, que deveria ter o direito de sair com quem quisesse.
Que país é esse? Que leis sã essas?

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Quando o promotor senta no banco dos réus

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No dia 4 de junho de 1998, Patrícia Aggio Longo, 27 anos e grávida de 7 meses, juntamente com seu marido,o promotor Igor Ferreira da Silva, 32 anos, retornavam para casa a noite, por uma estrada de terra em direção a um condomínio em Atibaia, a 64 km de São Paulo.
Segundo o marido, ele e a mulher foram abordados por um assaltante na entrada do condomínio.
O homem, armado, o teria obrigado a descer e seguiu com seu carro levando Patrícia, que mais tarde foi encontrada morta.
Igor foi condenado pela morte da mulher em 18 de abril de 2001, quando não compareceu ao julgamento. O ex-promotor sempre alegou inocência.
Condenado a 16 anos de prisão e a perda do cargo público, Igor ficou foragido por longos 8 anos e meio, até ser capturado em 2012.
Segundo a promotoria, o exame de DNA feito no bebê, acusou que ele não era o pai da criança e foram encontrados na casa do então promotor, cartuchos de balas iguais aos achados no carro em que Patrícia foi morta.
A defesa de Igor insiste que ele é inocente e que a polícia, por motivos não revelados, ignorou outras possíveis linhas de investigação.A família de Patrícia também não acredita em sua culpa, nem que ele não fosse o pai da criança.
Esse é um caso muito triste, em que não sabemos e nunca saberemos a verdade.Só a Patrícia e quem atirou sabem.
É triste ver a vida de um jovem casal promissor terminar assim.
Patrícia e o filho estão mortos. Igor, hoje preso, aos 49 anos, não é nem de longe a sombra do jovem brilhante  que foi.
Uma lástima.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Amor de filha...




O casal Wilson Roberto Tafner, de 68 anos, dono de uma firma de representações, e Tereza Maria Nogueira Cobra, de 60 anos, advogada , foram assassinados a facadas, no dia 2 de outubro de 2010, em casa, em um bairro nobre de Alphaville, São Paulo.
Duas semanas depois, a advogada Roberta Tafner, de 29 anos,filha do casal, foi presa juntamente com o marido,Willian Souza, de 33 anos, suspeita de planejar o crime.
Segundo o delegado, a motivação do crime seria patrimonial.
O casal tinha bens, imóveis e um seguro de vida de R$ 1 milhão que beneficiaria Roberta.
Pouco antes do crime, Roberta e a mãe haviam brigado por conta do desaparecimento de dinheiro do escritório onde trabalhavam e estavam sem se falar. A filha teria começado então a pedir 30% das empresas do pai.
Depois da chegada da polícia e antes da realização da perícia, a cena do crime foi alterada, de acordo com o delegado. A informação é baseada em fotos feitas por policiais. “Willian e Roberta determinaram que os empregados lavassem o local e ateassem fogo nos objetos com sangue”, disse o delegado.
O casal está preso aguardando julgamento.
Quantos milhões vale a vida de seus pais? Há dinheiro no mundo que pague o amor de uma vida inteira dos pais?
Enquanto o dinheiro falar mais alto que o amor, muitos Robertos e Terezas perderão suas vidas de maneira hedionda.
É deprimente ver que o dinheiro fala mais alto do que o amor.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Dorinha Durval

O Globo
Na madrugada de 5 de outubro de 1980, no Rio de Janeiro, a atriz Dorinha Durval, 51 anos, após uma briga, matou o marido com quem estava casada há 6 anos, o cineasta Paulo Sérgio Garcia Alcântara, 16 anos mais novo que ela.
Em declaração a polícia, Dorinha disse que a discussão  começou no quarto, quando, ao procurá- lo sexualmente, foi repelida pelo marido, o que ocasionou a briga.
Segundo declaração da atriz, Paulo Sérgio, teria dito que Dorinha era uma velha e que só apreciava meninas de corpo rijo.
Dorinha disse que encararia um cirurgia plástica, mas Paulo Sérgio teria respondido: “Você não dá mais, nem com operação”. Dorinha contou que respondeu aos insultos dizendo ao marido que, quando ele precisava de dinheiro, era a ela a quem ele recorria. E, a partir daí, Paulo Sérgio a teria agredido, até que ela pegou o revólver e atirou. Ela o socorreu e o levou ao hospital, mas ele não resistiu.
Por sete votos a zero, Dorinha foi condenada a um ano e meio de prisão com sursis (suspensão condicional da pena).
Após a primeira condenação, Dorinha foi a júri novamente. Acabou condenada a seis anos de prisão em regime semi-aberto.
Aos 62 anos, ela passou a primeira noite na prisão e hoje, livre, é artista plástica.
Durante o julgamento, em 1983, sua vida foi exposta, como forma de atenuar o seu crime,
Aos 15 anos foi violentada, três anos depois, passou a se prostituir e sofreu um aborto.
Atriz da Rede Globo, casou-se com o ator e diretor Daniel Filho e foi abandonada por ele. 
A história de Dorinha Durval é muito triste, mas isso lhe dá o direito de tirar a vida de outro ser humano?
Como mulher, entendo e me solidarizo com uma mulher que sofre rejeição de um marido muito mais novo, que a humilha e se beneficia financeiramente de sua situação. 
Mas, não consigo entender como uma situação chega a esse ponto. 
Por que não colocá-lo para fora de sua casa?
A solução para resolver problemas conjugais é discutir, agredir e matar?
Com certeza, essa situação poderia ter sido resolvida de outra maneira.